Come up to meet you, tell you I'm sorry, you don't know how lovely you are, I had to find you, tell you I need you, tell you I set you apart, tell me your secrets and ask me your questions.
Ah let's go back to the start.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
sábado, 15 de setembro de 2007
Acordo para sonhar.
if i could feel anything, it wouldn't feel at all like this. if i could wake anywhere, i wouldn't wake up at home. if i could hear anything, it would be your voice to say "you should be, you should be at home here now"
i don't feel at home at all.
i don't feel at home at all.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Eu sei.
Amor.
O Amor justifica o esperma jorrado no ventre. Derruba países e destrói casas de tijolos. O Amor é a desculpa esfarrapada dos impotentes frustrados para morrerem em paz de alguma doença venérea. O Amor é a arma manjada, mas não usada pelos tiranos.A chantagem emocional poderosa.
Evito olhar para suas entranhas e não cair na mãos do Encanto. Finjo indiferença, tentando tapear a Solidão, que ao perceber, descarrega sua munição infinita sem piedade sobre meu corpo intocado. Caio letárgica e arrasada nessa armadilha secular feminina.
A Paixão vem e estupra cada centímetro do meu corpo, sugando minha Força, até me sujar de Vergonha e me deixar vazio. Vazia.Tudo que eu consigo sentir é o cheiro podre da Humanidade.
A Humanidade é uma puta flácida, burra demais para contestar sua condição mundana e decadente. Somos os seus filhos bastardos, esperando pelo pai que nunca existiu. Os filhos covardes, que tentam encontrar uma desculpa para sujar a cara da Mãe Natureza com os nossos miolos.
O Amor luta, mas eu não revido porque já fui educada a aceitar minha sina de derrotada.
E quem sou eu?
Faço parte da nova geração de Eva, serei violada pois minha natureza implora por isso. Irei proliferar meu destino de eterna sobrevivente do mundo, inalando qualquer porcaria rezando por uma overdose e ensinando minha prole como encarar o tapa na cara social.
Carrego o fardo não-hierárquico das minhas ancestrais, o fardo que dilacera minha carne até penetar no coração.
Esse fardo é a Falta, que pesa nas minhas costas até esmagar meu rosto no chão.
Abro os olhos.
O mundo ainda gira, Bocage era um babaca e eu continuo sendo uma puta.
O Amor justifica o esperma jorrado no ventre. Derruba países e destrói casas de tijolos. O Amor é a desculpa esfarrapada dos impotentes frustrados para morrerem em paz de alguma doença venérea. O Amor é a arma manjada, mas não usada pelos tiranos.A chantagem emocional poderosa.
Evito olhar para suas entranhas e não cair na mãos do Encanto. Finjo indiferença, tentando tapear a Solidão, que ao perceber, descarrega sua munição infinita sem piedade sobre meu corpo intocado. Caio letárgica e arrasada nessa armadilha secular feminina.
A Paixão vem e estupra cada centímetro do meu corpo, sugando minha Força, até me sujar de Vergonha e me deixar vazio. Vazia.Tudo que eu consigo sentir é o cheiro podre da Humanidade.
A Humanidade é uma puta flácida, burra demais para contestar sua condição mundana e decadente. Somos os seus filhos bastardos, esperando pelo pai que nunca existiu. Os filhos covardes, que tentam encontrar uma desculpa para sujar a cara da Mãe Natureza com os nossos miolos.
O Amor luta, mas eu não revido porque já fui educada a aceitar minha sina de derrotada.
E quem sou eu?
Faço parte da nova geração de Eva, serei violada pois minha natureza implora por isso. Irei proliferar meu destino de eterna sobrevivente do mundo, inalando qualquer porcaria rezando por uma overdose e ensinando minha prole como encarar o tapa na cara social.
Carrego o fardo não-hierárquico das minhas ancestrais, o fardo que dilacera minha carne até penetar no coração.
Esse fardo é a Falta, que pesa nas minhas costas até esmagar meu rosto no chão.
Abro os olhos.
O mundo ainda gira, Bocage era um babaca e eu continuo sendo uma puta.
Construção
Depois de tantos dias deitados ao seu lado, ouvindo sua respiração,
simplesmente desisti.
Porque eu via seus olhos fechados se moverem e sabia que você estava ouvindo,
ouvindo cada palavra que eu falava.
Tenho certeza que entendeu todas elas.
Então eu posso dizer que eu cansei,
cansei de dormir, comer, foder, VIVER debaixo de um teto mal feito.
Então eu fiz, eu apenas fiz tudo o que você tinha prometido,
tudo o que você jurou em noites em claro que ia me dar.
Eu te acordei, eu te causei dor.
Cada grito que você dava era uma explosão de alegria para cada célula contida em meu corpo.
Você batia nos meus braços, você me machucava,
mas não, não era forte o suficiente para me apagar.
Então eu fiz e odiei cada gota vermelha que caia fora do lençol.
Pensava se eu poderia faze-la sumir e fazer você suplicar por perdão.
Mas só ouvia "esse é o erro que vai te acompanhar".
Te arrastei até onde não era coberto e lá mesmo, sem papel nem caneta,
consegui fazer o que você prometeu.
E em cada tijolo que eu colava com sua carne nojenta eu sorria mais,
cada centímetro da parede que eu pintava, eu sorria mais,
porque sabia que era a porra do seu sangue que ajudou a diluir a tinta e pra isso que você prestou.
Só pra isso.Eu te odeio com todas as forças que tenho em mim, filho da puta.
simplesmente desisti.
Porque eu via seus olhos fechados se moverem e sabia que você estava ouvindo,
ouvindo cada palavra que eu falava.
Tenho certeza que entendeu todas elas.
Então eu posso dizer que eu cansei,
cansei de dormir, comer, foder, VIVER debaixo de um teto mal feito.
Então eu fiz, eu apenas fiz tudo o que você tinha prometido,
tudo o que você jurou em noites em claro que ia me dar.
Eu te acordei, eu te causei dor.
Cada grito que você dava era uma explosão de alegria para cada célula contida em meu corpo.
Você batia nos meus braços, você me machucava,
mas não, não era forte o suficiente para me apagar.
Então eu fiz e odiei cada gota vermelha que caia fora do lençol.
Pensava se eu poderia faze-la sumir e fazer você suplicar por perdão.
Mas só ouvia "esse é o erro que vai te acompanhar".
Te arrastei até onde não era coberto e lá mesmo, sem papel nem caneta,
consegui fazer o que você prometeu.
E em cada tijolo que eu colava com sua carne nojenta eu sorria mais,
cada centímetro da parede que eu pintava, eu sorria mais,
porque sabia que era a porra do seu sangue que ajudou a diluir a tinta e pra isso que você prestou.
Só pra isso.Eu te odeio com todas as forças que tenho em mim, filho da puta.
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